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Assaltos Violentos a Museus Indicam Surgimento de Novo Perfil Criminal
Assaltos violentos a museus revelam um novo perfil de criminosos que combinam tecnologia e agressão, exigindo reformas urgentes de segurança.

Contexto e Detalhes
Nos últimos anos, museus europeus têm sido alvo de assaltos violentos que excedem os tradicionais roubos de objetos de valor. Em 2023, a Sociedade Europeia de Segurança de Museus (ESMS) registou 37 casos de assaltos com agressão, um aumento de 12 % em relação ao ano anterior. Entre os mais notórios, destaca‑se o ataque de 22 de agosto ao Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, onde três guardas foram agredidos com facões e o local foi incendiado parcialmente.
O perfil dos assaltantes tem vindo a mudar. Tradicionalmente, os ladrões de arte eram grupos organizados, com acesso a redes de tráfico internacional. Nos recentes casos, contudo, a maioria dos perpetradores são indivíduos ou pequenos grupos que demonstram conhecimento técnico e um comportamento agressivo, como se fossem criminosos “new‑crime” que combinam o uso de tecnologia avançada com violência física.
Segundo o Dr. Luís Silva, investigador da Universidade de Coimbra, "há evidências de que os assaltantes estão a usar drones para sobrevoar os museus e identificar pontos fracos de segurança antes de entrar". Em 2024, o Instituto de Segurança Pública de Madrid publicou um relatório que apontava 23 casos de assaltos com uso de drones em museus da Espanha.
Impacto e Reações
O impacto desses assaltos vai além da perda de objetos de valor. A confiança dos visitantes e a reputação internacional dos museus são seriamente comprometidas. Em resposta, a União Europeia lançou o Programa de Segurança Cultural (PSC), que oferece subsídios de até 2 milhões de euros para a instalação de sistemas de vigilância avançada e formação de pessoal.
A Polícia Nacional de Portugal, em comunicado oficial, afirmou que já reforçou 25 patrulhas em museus de Lisboa e Porto, e que as investigações apontam que, em 70 % dos casos, o assaltante já tinha conhecimento prévio dos horários de funcionamento e das medidas de segurança.
Perspetivas Futuras
Especialistas prevêem que, se não forem implementadas medidas de segurança mais robustas, a tendência de assaltos violentos pode aumentar. O relatório da ESMS recomenda a adoção de inteligência artificial para análise de padrões de movimento e a integração de sistemas de detecção de intrusão com drones de vigilância.
Além disso, a tendência de "arte digital" pode mudar a dinâmica do crime. A crescente digitalização de coleções pode tornar as obras mais vulneráveis a ataques cibernéticos, exigindo uma abordagem híbrida que una segurança física e digital.
Em conclusão, os assaltos violentos a museus revelam um novo perfil de criminosos que combinam violência, tecnologia e conhecimento especializado. A resposta coordenada entre governos, instituições culturais e setor privado será crucial para proteger o patrimônio cultural e garantir a segurança de quem visita estes espaços.



