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Guiné-Conacri: 22 Mortos em Desmoronamento de Aterro
Um desmoronamento de um aterro em Conacri, Guinea‑Bissau, deixou 22 mortos e vários feridos, evidenciando a precariedade das infraestruturas de resíduos no país.

Contexto e Detalhes
No fim de semana passado, um colapso de um aterro municipal em Conacri, região de Bissau, resultou num trágico número de 22 vítimas fatais e dezenas de feridos, segundo o Ministério da Saúde.
O aterro, localizado a apenas 3 quilómetros do centro da capital, tinha sido alvo de reclamações de moradores locais há anos sobre a sua estabilidade e a falta de manutenção adequada. O colapso ocorreu durante a madrugada, quando fortes chuvas intensificaram a pressão sobre o solo, levando a um deslizamento de terra que cobriu uma área de aproximadamente 200 metros quadrados.
Autoridades locais responderam rapidamente, mobilizando equipes de socorro, ambulâncias e o Corpo de Bombeiros. No entanto, a falta de equipamentos especializados e a distância do local dificultaram o acesso e prolongaram o tempo de resgate.
Segundo a Secretária de Estado da Saúde, a maioria das vítimas era de famílias que viviam nas proximidades do aterro, muitas das quais não tinham conhecimento dos riscos associados à sua residência.
O Ministério da Infra‑estrutura planeia, a partir de hoje, uma inspeção de todas as infraestruturas de resíduos no país, com foco em aterros em áreas urbanas.
Impacto e Reações
A comunidade internacional reagiu com preocupação. Embaixadas de Portugal, França e Reino Unido enviaram declarações de solidariedade e ofereceram apoio técnico na gestão de desastres.
O presidente da República, José Mário Vaz, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir medidas imediatas de mitigação e apoio às famílias afetadas.
Especialistas em gestão de resíduos alertam que o caso de Conacri evidencia a necessidade urgente de modernização dos aterros e de políticas de reciclagem mais eficazes em Guinea‑Bissau. A falta de recursos e de regulação adequada tem criado um ambiente propício a acidentes de grande escala.
A ONG Ambiental de Guinea‑Bissau, Green Earth, já está a planejar uma campanha de sensibilização sobre os perigos de viver perto de aterros mal mantidos.
Perspetivas Futuras
O governo anunciou um plano de cinco anos para a construção de aterros seguros, equipados com sistemas de drenagem e monitorização contínua. A expectativa é de que, até 2027, o país tenha pelo menos três aterros modernos, operando segundo normas internacionais.
A comunidade internacional, incluindo a ONU e o Banco Mundial, tem oferecido financiamento para projetos de gestão de resíduos, mas a implementação tem sido lenta devido a limitações administrativas.
Para evitar futuros desastres, especialistas recomendam a realização de auditorias regulares, o envolvimento de comunidades locais no processo de gestão de resíduos e a criação de um fundo de emergência para respostas rápidas a incidentes.
A situação em Conacri serve como um alerta: a negligência na gestão de resíduos pode ter consequências catastróficas, especialmente em regiões com infraestrutura precária e clima propenso a chuvas intensas.
Palavras-chave: Guiné‑Bissau, aterro, desmoronamento, resíduos, emergências, políticas ambientais, 2024, Conacri



