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Fatalidades em aterro sanitário de Conacri atingem 30
Três dezenas de mortos num deslizamento em aterro sanitário de Conacri, RS. Investigação em curso, autoridades a analisar causas e a reforçar fiscalização de resíduos.

Contexto e Detalhes
Em 4 de dezembro de 2023, um deslizamento massivo de aterro sanitário em Conacri, estado do Rio Grande do Sul, provocou a morte de 30 pessoas, segundo autoridades locais. O local, conhecido por acumular resíduos domésticos e industriais, havia sido alvo de denúncias de irregularidades na gestão de resíduos e de problemas de estabilidade do terreno. O evento ocorreu durante uma noite de chuva intensa, quando o solo saturado cedeu, desabando grande volume de entulho sobre a estrada que liga a zona rural à cidade.
A cena foi relatada pelos serviços de emergência, que chegaram rapidamente à área. Bombeiros, equipes de resgate da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do RS foram mobilizados, mas o volume de detritos impediu acessos imediatos. Foi necessário usar gruas e equipamentos de perfuração para extrair vítimas e remover o material. O número de mortos subiu gradualmente, à medida que mais corpos eram recuperados.
Impacto e Reações
O número de mortos já era alto quando as primeiras notícias surgiram, mas a cifra de 30 está a superar as estimativas iniciais de 20 a 25. A comunidade local, ainda em choque, tem exigido respostas sobre a segurança dos aterros sanitários na região. A Prefeitura de Conacri, através do secretário de Saúde, afirmou que já enviou equipes de investigação para determinar as causas exatas do deslizamento.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Controle de Resíduos (INCR) enviaram representantes à cena para colaborar com as autoridades locais. Em comunicado, o INCR destacou a importância de fiscalização rigorosa de aterros sanitários e de projetos de desvio de águas pluviais. Em paralelo, o Ministério Público do RS abriu uma ação para apurar possíveis irregularidades na gestão do aterro.
A comunidade de Conacri, em redes sociais, tem clamado por justiça e por garantias de que não haverá mais acidentes desse tipo. Em um vídeo de 15 minutos, o líder comunitário local pediu a instalação de um centro de monitorização de resíduos e a criação de um programa de educação ambiental para a população.
Perspetivas Futuras
Os especialistas em geotecnia apontam que a falta de drenagem adequada e o acúmulo excessivo de resíduos são fatores críticos que aumentam o risco de deslizamentos em aterros sanitários. A análise preliminar sugere que o aterro de Conacri não cumpria normas de estabilidade e que o sistema de drenagem estava obstruído, agravando o efeito da chuva.
Em resposta, o governo estadual pretende reforçar a fiscalização de todos os aterros sanitários do Rio Grande do Sul, com inspeções mensais e auditorias independentes. Além disso, pretende-se criar um regulamento que obrigue os proprietários a instalar sistemas de drenagem e a realizar avaliações de estabilidade a cada três anos.
Para a comunidade, o deslizamento serve como um alerta sobre a necessidade de políticas públicas eficazes de gestão de resíduos. A expectativa é que a crise impulsione reformas legislativas que garantam a segurança de aterros e a proteção de comunidades vulneráveis. Enquanto isso, as equipes de resgate continuam a trabalhar na recuperação de corpos e na limpeza da área, numa operação que pode durar ainda alguns dias.



